... Um poeta é sempre irmão do vento e da água: deixa seu ritmo por onde passa.
Cecília Meireles
John Keats, poeta romântico inglês, morto aos 26 anos, disse uma vez: “A poesia deve nos surpreender pelo seu delicado excesso (...). Deve tocar nosso irmão (...) como se ele estivesse lembrando de algo que, na noite dos tempos, já conhecia em seu coração”.
Parafraseando Sigmund Freud que afirmou que tudo o que passava pela sua cabeça já havia passado, antes, pela cabeça de um poeta, eu pergunto: o que passa pela cabeça de um poeta? Que força é essa que os impele, os força a escrever e tentar, com isso, fazer do mundo um lugar mais bonito?
Continuando com Keats: “A beleza de um poema não está na capacidade que ela tem de deixar o leitor contente. A poesia é sempre uma surpresa, capaz de nos deixar sem respiração por alguns momentos. Mesmo assim, ela deve permanecer em nossas vidas como o pôr-do-sol: algo milagroso e natural ao mesmo tempo”.
Pois é isso que nós, os poetas e os militantes da poesia e da cultura aqui da Zona Oeste do Rio de Janeiro, tentamos fazer com a nossa luta: manter a poesia viva. Transformá-la num pôr-do-sol e num verdadeiro milagre.
Novembro de 2008
5 comentários:
..."pôr-do-sol e num verdadeiro milagre"...de um sol nascente a
cada nova leitura.
bj
OLá...
te conheci no "poema dia" vim te visitar.
belos espaço o teu!
abraço a ti.
daufen bach.
Ver o Sol mergulhando na água do mar, com uma luminosidade avermelhada é, sem dúvida, um belo poema.
Abraço.
A poesia é meu grito
o meu sussurro
meu jeito de viver e dizer
de amores e sonhos
e do que nunca morre
É beleza que se dissolve
em califrios quentes
que dá na gente
Ao sentir que a vida
reserva encontros e surpresas
e que a lágrima presa
é um existir guardado
uma flor que só quer florir...
(As)piro
O que no ar (ins) pira
........................piro no ar
...............para der capaz
De (res).......pirar
........................
Prazer, colega.
Gostei do blog
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